sábado, 9 de novembro de 2013

Pesquisa Etnográfica



Estamos finalizando nossa pesquisa no semestre 2013.2. Temas diversos sobre o universo "Facediano" estão no foco de nossas discussões e observações.

Disponibilizo aqui o meu trabalho desenvolvido na disciplina de Antropologia da Educação para ajudá-los a compreender os objetivos desta atividade. Lembrando mais uma vez, que esta foi uma das formas encontradas para escrever sobre as minhas observações do nosso cotidiano acadêmico, existem muitas outras. O importante é que possamos através das observações feitas dialogar com os conceitos antropológicos abordados durante o semestre.

Desejo a todos um ótimo trabalho!

Pesquisa - Trabalho final
https://docs.google.com/document/d/1w04_y58tUNNUpiT85hGkT8c7RJ2pwxv4cpP3ChlrR4k/edit

domingo, 20 de outubro de 2013

De olho no cronograma!

De acordo com nosso cronograma, no dia 25 de outubro discutiremos o primeiro capítulo do livro Argonautas do Pacífico Ocidental, de Branislaw Malinowski, intitulado Objeto, método e alcance desta investigação e ainda discutiremos sobre a  pesquisa etnográfica em desenvolvimento.

Segue link do texto sugerido que também será disponibilizado na xerox do Marcelo a partir da próxima semana.

Boa leitura!

https://docs.google.com/document/d/1EdzmUJISml75_PUliYFFEBRwqdFD8V16eqCunEOgMYk/edit


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sugestões de vídeos

Aproveito o espaço para dar duas dicas de vídeos que me ajudaram bastante a refletir inicialmente sobre as ideias de Bourdieu .

O primeiro, bem simples, refere-se ao conceito de capital cultural:

E o segundo, mais longo e mais profundo, os ajudará bastante a conhecer este sociólogo francês. Chama-se "A Sociologia é um esporte de combate":


Quaisquer outras dicas são muito bem vindas. Aproveitem o espaço do blog  para "trocarmos figurinhas"!

Instruções sobre a 1ª Avaliação




Caras e Caros,

Conforme previsto no nosso cronograma, aqui vão as instruções para a 1a avaliação. Caso tenham alguma dúvida tragam para a aula de hoje à noite. A questão da primeira avaliação é a seguinte: “Baseada(o) na compreensão dos conceitos de capital cultural, (ideologia do) dom e êxito escolar, explique como a sua história social (familiar e escolar) influenciou na escolha do curso de Pedagogia (ou outro, caso não seja aluno deste curso). Explique também como os seus “capitais” acumulados influenciam no seu desempenho nesta disciplina (tanto em termos de frequência, compreensão dos textos e escrita de resumos e participação em sala de aula). Peço a todos que na primeira página, antes do texto da resposta propriamente, apresentem as seguintes informações:

1. Idade e local de nascimento
2. Estado civil e número de filhos
3. Religião (e se é ou não praticante)
4. Se trabalha ou não e ONDE//Salário
5. Escolas onde estudou (bairro e cidade) e se públicas ou privadas
6. Nível de escolaridade e profissão do pai e da mãe
7. Nível de escolaridade e profissão dos avós paternos e maternos
8. Quantos irmã(o)s
9. Número de pessoas na sua residência atual

Peço a atenção de vocês para o prazo de entrega do trabalho e o tamanho do texto. Tratando-se de uma questão complexa sugiro que a resposta seja apresentada em textos entre 5 e 10 páginas, espaço 1,5, Times New Roman, margem esquerda um pouco mais larga (1,5cm) para que eu possa comentar do lado.

Até breve!

Bernadete

domingo, 29 de setembro de 2013

Bourdieu e a sociologia como "arma de combate"

No semestre passado a professora solicitou a leitura do texto “A Escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura” de Pierre Bourdieu. Não conhecia tal autor e me dispus a lê-lo como demandava a disciplina de Antropologia da Educação. Nem imaginava a mistura de sentimentos que tal leitura me causaria. 

Inicialmente fui tomada pelo sentimento da dúvida. Foi difícil entender as palavras do autor. Termos relacionados ao contexto sócio histórico da época se mostraram como os primeiros entraves desta leitura que tanto me desestabilizaria. Fiz a primeira leitura sem conseguir me apropriar das ideias do texto. Resolvi dar um passo para trás: reiniciar a leitura do texto buscando primeiro conhecer quem o escrevera. Para entender a essência das ideias que ali estavam sendo apresentadas precisava entender quem as desenvolvera. Precisava conhecer Pierre Bourdieu.

Busquei na internet inicialmente, e logo me deparei com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, mencionado inúmeras vezes na rede. Optei por conhecer sua trajetória. Contradição, lutas, desestabilidade, revolta, negação, combate, ressignificação... Eram tantos os conceitos ligados à Bourdieu. Agreguei-os aos conceitos de capital cultural, êxito, fracasso e ideologia do dom que observara no texto e tudo começava a fazer sentido...ou melhor deixava de fazer sentido.

A partir deste momento a expressão “fazer sentido” norteou meu olhar e minhas conclusões. O que solidamente havia feito parte da minha trajetória de vida como verdade absoluta já não se mostrava tão verdadeiro assim...E todos os significados que atribuía aos percalços de minha trajetória não eram tão  verdadeiramente meus assim...Que confusão!

Pude através da observação da minha história, sob o olhar bourdieusiano, questionar-me sobre o papel da escola. Até então entendia, como muitos, esta instituição envolta em uma áurea sacra, salvadora de todos, uma resposta positiva àqueles que assim quisessem. E o papel do professor inserido neste contexto? Consciente ou inconsciente?
Questionar estas ideias socialmente construídas de forma tão concreta, observar as desigualdades sendo reproduzidas por todos (até por quem pensa que não as reproduz), ver os valores culturais como moeda de troca e de manutenção das diferenças, e nos enxergarmos partes integrantes e “atuantes” desta sociedade, nos causa inquietude e até um certo desespero.

Muitos sentimentos a partir daí floresceram: medo, indignação, negação, angústia... Aah!...clareza, ressignificação, conscientização... e mais dúvidas!
Fiz-me a seguinte pergunta: E agora? Afinal,  qual o papel do professor? Com a ajuda de Pierre Bourdieu estou dando um novo (e mais concreto) significado ao nosso papel, de professor, de aluno, de cidadão!... Não é um caminho fácil. É, muitas vezes, meio árido. Mas está valendo muito a pena.

Tenho a convicção que apenas avistei a “ponta do iceberg”. Quero conhecer mais... São tantos os conflitos e contradições que nos envolvem... Prefiro conhecê-los, questioná-los e me arriscar a entendê-los porque tal compreensão me levará a melhores escolhas... Esta foi a minha opção e caminho. E foi ela, sem dúvida, que me permitiu o encontro com vocês, como monitora da disciplina.

sábado, 28 de setembro de 2013

Recado da Professora:Vamos contribuir para melhorar o funcionamento do curso noturno de Pedagogia?




Caríssima(os),

Em discussão sobre a precariedade do funcionamento do curso de Pedagogia noturno, dentre vários problemas, alguns de vocês chamaram a atenção para o fenômeno das luzes dos corredores e pátio da cantina apagadas antes do final das aulas. Além de tal ação provocar um sentimento de desconforto semelhante àquele de observar os garçons colocarem as cadeiras sobre as mesas quando estamos ainda no meio da refeição… ela aumenta o sentimento de vulnerabilidade e insegurança. 

Combinamos que eu escreveria o esboço de um requerimento para apresentar à Diretoria da Faced. Copio abaixo para que vocês leiam e sugiram as mudanças que julgarem adequadas. Acho desnecessário que vocês assinem. Já que é algo que também me concerne, assinarei sozinha.




Ilma Sra. Professora Isabel Filgueiras
Diretora da Faculdade de Educação - UFC


Fortaleza, 30 de setembro de 2013
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif


Prezada Senhora,

Voltei a dar aula no curso noturno de Pedagogia no primeiro semestre deste ano e observei que, além da pressão dos alunos para sair mais cedo (em função da precariedade do transporte coletivo e da segurança pública na cidade), há uma pressão “institucional” nesse sentido. Tal pressão se manifesta de diversos modos: os serviços da cantina, da coordenação, dos departamentos e de xerox que encerram às 20 ou 20:30, mas particularmente constrangedor, aos meus olhos e dos alunos, é que por volta das 21 horas as luzes dos corredores e do pátio da cantina são apagadas.

Venho, portanto, pedir a Vossa Senhoria que investigue os fatos relacionados ao apagar antecipado das luzes e que tome providências no sentido de garantir que todas fiquem acesas até o última turma deixar o lugar.

Certa de que se esforçará para resolver o problema com a maior brevidade possível,

Agradeço antecipadamente,


Bernadete Beserra
Professora Associada do Departamento de Fundamentos da Educação

sábado, 21 de setembro de 2013

Escolhendo o tema da pesquisa etnográfica - O que e por que pesquisar?

Recebemos a tarefa de desenvolver durante o curso de Antropologia da Educação uma pesquisa etnográfica. Observar o nosso cotidiano na Faced sob a luz de um olhar antropológico nos traz questionamentos e  principalmente crescimento. Pensei muito sobre o que pesquisar e resolvi seguir os passos que as leituras, orientações e discussões sobre a etnografia, me sinalizavam.
Através do meu diário de campo pude observar situações no funcionamento da Faculdade de Educação que me causavam dúvidas e inquietações e comecei a formular hipóteses sobre elas. Chegar ao meu tema foi só o primeiro passo. A medida que as observações iam sendo feitas, registrava-as em meu caderno de campo e dirigia meu "olhar",complementando-o com o "ouvir"...(OLIVEIRA,2000). Novas hipóteses iam surgindo e constatações mais profundas iam sendo feitas. Observar e questionar a utilização de uma sistema acadêmico como o SIGAA, me fizeram enxergar problemas ainda mais complexos do funcionamento de nossa faculdade. Muitas constatações surgiram, e  as reflexões não se finalizaram com a última palavra escrita em minha pesquisa no semestre de 2013.1. Na verdade, as ideias e questões perduraram e se solidificaram, mostrando-me que as reflexões são infinitas, produzem conhecimento e são sempre bem vindas.

Ao conversarmos sobre as pesquisas que seriam desenvolvidas no semestre de 2013.2, mencionei a orientação da Professora Bernadete para que escrevêssemos como se estivéssemos contando uma história, com fluência...O diário de campo nos oferece muitos elementos e é fundamental para o pesquisador! Ao nos sentirmos mais à vontade para escrever, enriquecemos nossos registros, damos vida às nossas palavras. Assim percebi durante a elaboração do meu trabalho.

Como estamos na fase inicial da pesquisa, escolhendo o tema e justificando-o, compartilho com vocês a introdução (justificativa) da minha pesquisa que teve como tema O SIGAA E SUA INFLUÊNCIA NO DESEMPENHO ACADÊMICO DO ALUNO DO CURSO NOTURNO DE PEDAGOGIA.
Introdução

Vinda de outra instituição tive de aguardar o processo de aproveitamento de disciplinas para matricular-me no semestre 2013.1, o que fez com que perdesse a primeira semana de aulas. Na própria coordenação do curso de Pedagogia fiz o meu cadastro no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas, mais conhecido como SIGAA, sendo informada que através daquela inscrição poderia gerenciar minhas matrículas nos semestres seguintes.
Logo que pude, acessei o sistema para conhecê-lo e ver que informações e possibilidades o mesmo me traria. No primeiro momento fiquei encantada com todas as atividades que poderiam ser desenvolvidas no SIGAA.
Observei que as disciplinas nas quais havia me matriculado estavam dispostas nos sistema com seus respectivos docentes, alunos, endereços eletrônicos e espaços para registros de atividades, enquetes, enfim, um ambiente virtual de comunicação entre afins.
Como mencionei anteriormente, iniciei meus estudos no semestre depois do início das aulas e pude obter informações sobre as aulas ministradas as quais não pude comparecer. Achei fantástico! Havia atualizações das disciplinas de Antropologia da Educação e Avaliação do Ensino e Aprendizagem, com orientações sobre atividades  desenvolvidas, incluindo textos utilizados e até mesmo informações sobre o andamento das aulas como horários a serem cumpridos e cronogramas. Senti-me mais inserida no contexto pois além do atraso na  matrícula, não fazia parte da instituição, o que dificultava ainda mais a minha comunicação com outros membros da turma.
Com o objetivo de aproveitar da melhor maneira as disciplinas do semestre, coloquei como hábito diário acessar o SIGAA, observando-o através do email, para acompanhar de maneira mais efetiva as informações e atividades desenvolvidas. Percebi então que a adesão do corpo docente era mínima. Das cinco disciplinas que tinha acesso, apenas uma professora atualizava as informações, com cronogramas, textos trabalhados e atividades propostas. Três das cinco disciplinas observadas não apresentavam nenhuma postagem, o que por consequência prejudicava o meu desempenho no que se referia ao acesso às informações das aulas.
Comecei a questionar-me sobre a utilização do SIGAA. Observei que o meu interesse, organização, assiduidade, dentre outros aspectos eram mais efetivos nas disciplinas nas quais a comunicação se estabelecia também através do SIGAA. Por ser estudante de um curso noturno, a possibilidade e facilidade de acesso à informação de forma mais flexível são extremamente valiosas.
Diante dessas constatações pessoais, gostaria de estender meus questionamentos a outros estudantes do Curso de Pedagogia noturno da FACED, buscando saber de que forma as atualizações das disciplinas no SIGAA influenciam (negativa ou positivamente) seus desempenhos acadêmicos.

Outro questionamento importante: Por que apenas a minoria dos professores da FACED utiliza o sistema? A coordenação/direção da faculdade observa as atualizações? Questionamentos feitos nos espaços destinados no sistema não são respondidos por nenhum membro da coordenação. Quem são os responsáveis pela gestão do sistema? Por que tantas falhas?

A partir destes questionamentos muitos outros surgiram. Temos um campo de observação imenso na nossa frente: a Faculdade de Educação. Repleta de pessoas diferentes, atitudes iguais..., concepções divergentes, olhares, dizeres...Observemos!

Desejo a todos um bom trabalho!